Fórum
Social Mundial é conhecido internacionalmente
O
Fórum Social Mundial realizado, pela segunda vez,
em Porto Alegre, atingiu, seguramente, um de seus objetivos:
constituir-se como movimento internacional da crítica
à globalização neoliberal. Durante
uma semana suas diferentes discussões, idéias
e propostas foram observadas pelos movimentos e cientistas
sociais de todo o mundo. Em contraste com o Fórum
Econômico Mundial de Nova Yorque, onde os dirigentes
do poder capitalista estiveram reunidos, o Fórum
Social Mundial se tornou uma nova alternativa de engajamento
para a maioria da população desprovida das
vantagens do livre comércio neoliberal.
Na
Alemanha muito foi publicado na imprensa a respeito do II
Fórum Social Mundial. Especialmente os jornais com
caráter mais crítico como, por exemplo, o
"Frankfurter Rundschau" e "Die Tageszeitung"
diariamente se ocuparam com este assunto. Nestes foram publicadas
várias entrevistas com estudiosos alemães
que realizam pesquisas sobre a globalização
e que puderam manifestar suas críticas publicamente.
A imprensa conservadora igualmente teve que abordar o tema
e se viu obrigada a publicar pequenas manchetes. Na televisão
as notícias do Fórum Social constrastavam
com as do Fórum Econômico.
É
claro que no centro das atenções da mídia
alemã esteve colocado o Fórum Econômico,
principalmente porque neste o Primeiro Ministro e muitos
empresários alemães estiveram participando.
Mas, em Porto Alegre também muitos alemães
marcaram presença, em especial ecologistas, pacifistas,
participantes de Organizações Não-governamentais
(ONG's), sindicalistas e até mesmo deputados. Os
deputados, juntamente com outros mil de diferentes países,
participaram da fundação do Fórum Parlamentar
Mundial.
O
II Fórum Social Mundial surpreendeu muitos alemães,
que pouco sabiam a seu respeito e ficaram curiosos com o
evento. Com isso, em universidades, escolas, sindicatos
e na política em geral, este se tornou um novo tema
de discussão na Alemanha. Em comparação
com o Fórum anterior, realizado em 2001, agora há
muito mais alemães interessados em participar e,
no próximo ano, pretendem ir a Porto Alegre. Aliás,
sobre Porto Alegre, também, muito foi falado e noticiado.
Em geral, a cidade é conhecida como modelo de democracia
para o mundo, o que aparece claramente num jornal publicado
no dia 05 de fevereiro, dia de encerramento do Fórum
2002: "So demokratisch funktioniert wohl kaum eine
Stadt in den westlichen Industrieländern" (Assim,
tão democraticamente, não funciona sequer
uma das cidades nos países do leste industrializado).
O que mostra que o exemplo dos movimentos solidários
internacionais, contrários ao neoliberalismo e à
guerra, reunidos em Porto Alegre, impulsionam, também,
na Alemanha, a esperança mundial de que "um
outro mundo é possível", um mundo com
mais democracia e justiça social.
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Doutorando em Ciências Sociais na Universidade de
Osnabrück - Alemanha
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Weltsozialforum
ist weltweit bekannt
Das
Weltsozialforum, das zum zweiten Mal im südbrasilianischen
Porto Alegre stattfand, hat sicherlich eines seiner Ziele
erreicht, weltweit die Bewegung der aktuellen Globalisierungskritiker
zu sein. Während einer Woche wurden die verschiedenen
Diskussionen, Ideen und Vorschläge des Forums von internationalen
sozialen Bewegungen und Wissenschaftlern beachtet. Im Gegensatz
zum Weltwirtschaftsforums in New York, wo die Machtführer
des Kapitalismus sich getroffen haben, ist das Weltsozialforum
eine neue Alternative geworden, an der die Mehrheit der
Bevölkerung, die keine Vorteile durch den neoliberalen
Freihandel bekam, sich beteiligen kann.
In
Deutschland wurde viel über das II Weltsozialforum
in der Presse geschrieben. Besonderes die kritischen Zeitungen
wie zum Beispiel "Frankfurter Rundschau" und "Die
Tageszeitung" haben sich tagtäglich damit beschäftigt.
In diesen hat es viele Interviews gegeben mit deutschen
Wissenschaftlern, die Forschungen über Globalisierung
durchführen und das Thema öffentlich kritisieren
konnten. Die konservative Presse musste sich ebenfalls darum
kümmern und kleine Nachrichten publizieren. Im Fernsehen
gab es Nachrichten über das Weltsozialforum als Kontrast
zum Weltwirtschaftsforum.
Es
ist klar, dass im Mittelpunkt der deutschen Medien das Weltwirtschaftsforum
gestellt wurde, hauptsächlich weil der Bundeskanzler
und viele deutsche Unternehmer an diesem Ereignis teilgenommen
haben. Aber auch in Porto Alegre haben viele Deutsche teilgenommen,
besonders Umweltschützer, Pazifisten, Mitglieder von
Nichtregierungsorganisationen (NGOs), Gewerkschaftler, und
sogar Abgeordnete. Die Abgeordneten haben mit tausend anderen
aus verschiedenen Ländern das Weltparlamentarierforum
gegründet.
Das
II Weltsozialforum hat viele Deutsche überrascht, die
wenig davon wussten und neugierig wurden. Deshalb ist das
in Universitäten, Schulen, Gewerkschaften und auch
in der Politik ein neues Thema geworden. Im Vergleich zum
ersten Weltsozialforum, das 2001 durchgeführt wurde,
gibt es jetzt viel mehr Deutsche, die sich dafür interessieren
und nächstes Jahr nach Porto Alegre kommen möchten.
Über Porto Alegre wurde auch viel gesprochen und berichtet,
als eine sehr demokratische Stadt, wie in einer Zeitung
am 5. Februar, am Ende des Forums 2002: "So demokratisch
funktioniert wohl kaum eine Stadt in den westlichen Industrieländern".
Das zeigt, dass das Beispiel der globalen solidarischen
Bewegungen, die sich gegen den Neoliberalismus und den Krieg
stellen und sich in Porto Alegre zusamengeschlossen haben,
fördert auch in Deutschland die weltweite Hoffnung,
dass "eine andere Welt möglich ist", eine
Welt mit mehr Demokratie und mehr sozialer Gerechtigkeit.
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