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A
falência do Estado
"Quando não há classe média
e o número de pobres é excessivo, os problemas
aparecem e o poder logo chega ao fim". Assim,
o filósofo grego Aristóteles sintetizou,
há mais de 2 mil anos, a causa primeira da falência
do que ele chamava "Politéia" - a costituição
política das cidades gregas -, algo parecido com
o atual conceito de Estado. Mas este comentário,
ou advertência ?!, bem poderia ser aplicado à
atual situação de desespero e esquizofrenia
coletiva por que passam as nações latino-americanas.
Argentina, Brasil, Venezuela e todos aqueles países
que se submeteram ao "Consenso de Washigton",
hoje encontram-se em estado assustador de desagregação
social e falência política. Seus Estados-nacionais
foram finalmente destruídos, suas soberanias estão
sendo dizimadas, suas esperanças, aniquiladas.
Tal
situação vergonhosa tem nome e sobrenome:
internacionalismo financeiro e, seu apanágio, a
idéia de um "Estado mínimo". A
retirada das responsabilidades e ações do
Estado junto à sociedade é baseada num novo
paradigma de gestão de Estado totalmente desprovido
de preocupações sociais ou estratégias
efetivas de gestão pública. É o que
alguns expertos (assim mesmo com X) da administração
chamam de "governança", conceito imbecil
imposto goela abaixo aos nossos funcionários públicos
por traduções energúmenas mal feitas
de documentos estrangeiros, impostos por gente vinculada
ao estabelecimento anglo-americano. Uma visão tacanha
que vê o Estado como uma empresa, com objetivos
voltados para o lucro, e o conjunto de indivíduos
da sociedade apenas como um mercado, não como cidadãos.
São os inteligentes que advogam coisas do tipo
terceirização de serviços públicos,
privatização-doação de empresas
públicas e coisas do gênero. Por isso, acreditam
que a máquina estatal deva servir apenas para facilitar
os lucros das empresas, em especial dos bancos e das multinacionais.
Ou seja, a esfera pública, na visão dessa
gente, nunca foi tão privada, no sentido de que
o Estado é, hoje, um verdadeiro condensador de
capitais públicos para o setor privado externo,
pois vem aumentando o universo de contribuintes e aumentando
as taxas e impostos, mas não dando qualquer retorno
ao conjunto dos brasileiros (aí inclusa a área
de segurança). É a velha socialização
das perdas e capitalização dos lucros elevadas
às últimas conseqüências.
A
atual crise na segurança pública, em todas
as esferas do Estado nacional, é sintomática
e está diretamente relacionada com tais concepções.
Os políticos associados a ela mentem. Procuram
mostrar indignação a cada desgraça
que acontece, como o recente assassinato do prefeito do
PT em São Paulo ou o cômico lançamento
do tal Plano Nacional de Segurança criado a toque
de caixa para salvar a impopularidade do FHC há
algum tempo. Ou seja, só fazem jogo de cena, simplesmente
porque não governam coisa nenhuma, não têm
a menor noção do que é segurança
pública, não sabem para o que foram eleitos,
são apenas títeres de forças exógenas
que vêm vilipendiando nosso País há
muito. Porém, tentam passar a idéia de que
a criminalidade é resultado da eficiência,
capacidade de organização ou ousadia dos
bandidos, como se, de repente, os criminosos passassem
a ter poderes sobrenaturais, quase invencíveis.
Que tolice!!!
Na
verdade, estes nossos "líderes" deveriam
se envergonhar de argumentar tais disparates. Têm
que cair na realidade e assumir que o Estado está
falido, que suas políticas "modernizantes"
destruíram a autoridade do poder público
e sua eficácia em governar. Não são
os bandidos que estão mais poderosos, mas, sim,
os governos que simplesmente não existem mais.
É só ver os números do Orçamento.
Ali, percebe-se que os investimentos do Governo Federal
vêm sendo progressivamente diminuídos, não
só na segurança, mas em todos os setores
sociais, em benefício do pagamento de dívidas
públicas.
Em
1998, foram liberados pelo Governo federal apenas 41%
dos recursos autorizados no Orçamento da União
para a segurança pública. Em 1999, 31%.
Em 2000, 58%. E, no ano passado, 59%. Na rubrica "repressão
ao crime organizado", sob responsabilidade do Ministério
da Justiça, foram gastos em 2001 apenas R$ 1,5
milhão. Ou 19,38% dos R$ 8,1 milhões reservados
para o combate a quadrilhas de seqüestradores, de
narcotraficantes e ao comércio ilegal de armas.
Na
história, é bom que se diga, sempre que
o poder central é fraco, voltamos à forma
mais primitiva de ação política:
o localismo político, Na Roma Antiga, quando o
poder imperial entrou em decadência a partir do
século III, as tribos bárbaras invadiram
o Império e abriram caminho para o estabelecimento
do feudalismo. As maravilhosas e eficientes leis do Estado
romano foram substituídas pelo direito consuetudinário
dos chefes locais. O poder de legislar, executar e julgar,
foi progressivamente transferido para os senhores feudais,
de um lado, ou apropriado pelo internacionalismo da Igreja
Católia, por outro. Não foi a força
dos invasores que destruiu Roma, mas sua fragilidade interna.
Bárbaros sempre existiram nas fronteiras, mas enquanto
o Estado romano estava forte, não representavam
ameaças substanciais. Somente quando o Estado faliu,
os bárbaros arrombaram a festa.
Algo
muito parecido ocorre hoje em nossas favelas. O Estado,
em todas suas esferas, vem sendo completamente omisso
em dar saúde, educação, segurança
ou justiça às populações faveladas.
Ele só tem contato com estas pessoas quando a polícia
sobe o morro para invadir barracos, humilhar os trabalhadores
pobres, desrespeitar direitos e por aí vai. Depois,
seus "governantes" reclamam que os bandidos
mandam nas comunidades mais carentes. O poder local destes
traficantes, esses novos senhores feudais, assenta-se
na omissão do Estado em dar aos pobres os pressupostos
de cidadania que deveria dar, não em seus próprios
méritos.
Porém,
a política econômica e os procedimentos políticos
desta corrente chamada neoliberalismo não é
um fenômeno histórico inexorável e
inerente ao desenvolvimento dos meios de produção,
distribuição e comunicação,
no contexto do que chamam "globalização",
como defendem os acéfalos e mau caracteres de plantão.
Mas um projeto geo-estratégico muito bem elaborado
e implementado pelos centros de poder mundiais em detrimento
dos países do "Terceiro Mundo". Trata-se
de um movimento internacionalista, complexo e eficiente,
de setores da plutocracia mundial, consubstanciado no
eixo Londres-Nova York e sob os auspícios do sistema
financeiro mundial. Movimento voltado para a destruição
deliberada de Estados soberanos como o Brasil.
No
caso específico do Brasil, que nos interessa em
especial, essas forças parasitárias internacionais
encontram-se em situação confortável
para atuar, pois contam com uma complexa rede de asseclas
nacionais em todas as esferas de poder, em todos os setores
da sociedade. Como vassalos fanáticos e fiéis,
arregimentados nos mais variados setores na vida nacional,
aplicam os mecanismos de dominação vindos
de fora com uma presteza e subserviência impressionantes.
A começar pelo próprio presidente, estes
elementos geralmente são originários, por
incrível que pareça, de antigos quadros
das chamadas "esquerdas". Estão em postos
chaves nos Três Poderes e em várias entidades
da sociedade civil organizada. Muitos deles, no entanto,
são tão energúmenos, tão alienados,
que não sabem que são manipulados. São
o que se convencionou chamar de "inocentes úteis",
elementos que, pela sua grande capacidade de proliferação,
mais me preocupa.
Realmente
é assustador imaginarmos como o Estado brasileiro
está nas mãos destas pessoas. Falo do perfil
ideológico e das forças ocultas que representam.
Pessoas como o antigo terrorista e hoje Ministro da Justiça
(podê?!) Aloysio Nunes Ferreira, esses pseudo-esquerdistas,
marionetes financiados pelo Banco Mundial e instituições
como a Fundação Rockefeller - e coisas afins
-, estão, como cupim, comendo o Estado soberano
brasileiro por dentro.
Pessoas
como Raul Jungmam, Fernando "Viajante" Cardoso,
José Genuíno, Olívio Dutra, Sérgio
Mota, Cristovam Buarque e Cia., são ou foram pontos
chaves de um processo de absorção de lideranças
esquerdistas latino-americanas que vem sendo implementado
dos Anos 60 para cá .... Na verdade, são
a personificação perfeita da pseudo-esquerda
´´ festiva `` dos anos 50 e 60 que, a partir
da USP e da UNICAMP, que gerou anomalias teóricas
anti-nacionais como a ´´ Teoria da Dependência
`` do FHC, quanto algumas concepções vazias
e tolas de certos membros do PCB e do PT que sempre viram,
por exemplo, a Região Amazônica como um empecilho
ao desenvolvimento do socialismo devido sua estrutura
econômica "ainda feudal", ou "pré-capitalista".
Essas pessoas se passam por progressistas, mas sempre
fizeram o jogo dos poderosos das elites nacional e internacional
que há muito vêm tentando nos dominar.
Todos
eles, hoje, são serviçais apátridas
das forças que realmente estão destruindo
o Estado brasileiro. Ocupam cargos importantes e estratégicos,
servindo como marionetes fiéis ao capitalismo financeiro
mundial como FHC na Presidência, Jungmam no Ministério
da Reforma Agrária, ou jornalistas como um Jabor,
esquerdista nos anos 60 e 70, mas, hoje, macaco da "Globo",
instituição que diz combater a corrupção,
mas que é, na verdade, um dos principais alicerces
de um sistema dependente e corrupto por definição.
Veículo que, desde o regime militar, é a
síntese do processo de desnacionalização
da imprensa no País. Essa mesma imprensa "denuncista"
que hoje diz combater os corruptos, mas que sempre os
apoiou, que combateu das formas mais vis as mudanças
efetivas nas estruturas de poder e que vive de vender
imagens distorcidas sobre a realidade nacional.
A
raiz desta situação insólita, remonta
os idos das décadas de 50,60 e 70. Ainda no contexto
da "Guerra Fria", o Sistema Capitalista Ocidental,
preocupado com a possibilidade de alianças nacionalistas
entre lideranças populares - como Vargas, Perón,
Arbens, Chamorro ou outros líderes latino-americanos,
com os setores médios urbanos, as massas campesinas
e proletárias - procurou fortalecer a ideologia
anti-comunista por uma questão geopolítica
no Hemisfério Ocidental (Coisa que muito já
foi estudado nos meios acadêmicos...). Mas, creio,
o mais importante ainda, foi a estratégia que procurou
fortalecer uma característica inerente ao próprio
sistema capitalista avançado: a capacidade da sociedade
de consumo em absolver todo e qualquer movimento de questionamento
ao próprio sistema pelos seus mecanismos de "mass
media". Explico melhor: Assim como ocorreu com a
chamada "Contra Cultura" dos "hypporongas
cabeludos" nos Anos 60 que, com base nos postulados
de anti-sociedade de consumo da Escola Sociológica
de Frankfurt, viraram hyppes de butique dos shoppings
da vida, o movimento esquerdista latino-americano também
sofreu suas modificações que permitiram
sua integração e absorção
justamente ao sistema que acreditavam combater.
Em
1954, durante a crise institucional gerada pelas velhas
forças entreguistas/udenistas e americanófilas,
Vargas estava caminhando para o único caminho político
que poderia salvar o desenvolvimento brasileiro de uma
forma soberana: a aliança de todos os brasileiros,
de todos os setores sociais, inclusive os populares e
até esquerdistas, num momento em que os EUA aumentavam
suas pressões diplomáticas e políticas
contra a independência do Brasil. Naquele contexto,
setores militares (amestrados em cursos de doutrinação
nos EUA) e setores médios urbanos - apaixonados
pela falácia do modo de vida americano e receosos
ante o avanço do comunismo - aliaram-se contra
Vargas. Isto, sim, levou os movimentos populares para
as mãos das lideranças comunistas, causando
confusões de cunho ideológico que desagregariam
a sociedade brasileira, fragilizando-a ante as investidas
das forças golpistas, entreguistas e americanófilas,
por um lado, e os vermelhos pró-soviéticos,
por outro. Foi naquele momento que o Brasil perdeu suas
possibilidades reais de se tornar uma grande e influente
potência mundial. Foi com aquele tiro dado no coração
de Vargas, que o projeto de um Brasil Grande morreu, simplesmente
porque os EUA conseguiram o que queriam: nos dividir.
A partir de então, foram golpes, contra golpes,
ditadura, "nova-velha" república, globalização,
entrega, doação-privatização
e toda essa ignomínia que hoje assistimos sob a
égide do canastrão - mor: FHC.
A
antiga esquerda, cada vez mais, deixou de se aproximar
dos setores realmente nacionalistas. Distanciou-se dos
anseios populares e, progressivamente, passou a relativizar
seus próprios conceitos progressistas de luta contra
o Império. Assumiu, mesmo que enviesada, lutas
outras, identificadas com os setores médios urbanos,
que não a luta pelo Brasil independente. Foi, embora
não saiba ou não admita, desviada, castrada,
controlada e morta pelas forças intercionalistas.
Por isso, como garanhão castrado que perde a vontade
de viver, começou a se embrenhar cabisbaixa por
caminhos "inofensivos" que respaldariam interesses
escusos do estabelecimento anglo-americano. Os antigos
temidos "subversivos revolucionários"
ficaram tão perigosos para o Tio San quanto "normalistas"
virgens, aproximando-se da defesa das chamadas minorias
e das questões relativas ao meio ambiente: a questão
ecológica, a questão da mulher, os índios,
os negros,etc, bem ao gosto dos interesses dos internacionalistas
de plantão que, hoje, como canalhas, se beneficiam
destas lutas que, por princípio, são realmente
válidas e importantes, mas que apenas estão
servindo para nos colocar de joelhos.
Este
processo esteve diretamente ligado a um plano norte-americano
de esvaziamento dos movimentos populares latino-americanos
e terceiro-mundistas através da difusão,
no meio acadêmico, das ideologias de pensadores
como Hebert Marcuse, Habermans, Walter Benjamin, McLuhan
ou pseudo-orientalistas e ambientalistas malthusianos
em geral, todos, de uma forma direta ou indireta, associados
com os acontecimentos estudantis de maio de 1968.
Assim,
o movimento estudantil brasileiro, que havia lutado pela
criação e viabilização da
Petrobrás nos Anos 50, passava a lutar por ideologias
importadas nos Anos 60 e 70 (fenômeno intensificado
principalmente a partir da criação do PT
nos Anos 80/90) na crença ingênua de que
eram progressistas. É o período dos cabeludos,
da difusão do sexo livre, do desrespeito pela autoridade
do pátrio poder, do uso desenfreado de drogas,
da desagregação da família e de tudo
que hoje representa a destruição da sociedade
brasileira. Fenômeno que atualmente, travestido
de "modernidade inexorável", infelizmente
atinge o seu auge nessa verdadeira "Sodoma"
global que nos tornamos.
Durante
o governo João Goulart, as Forças Armadas
até que tentaram pensar num Brasil independente.
Mas foram muito ingênuos ou muito burros. Intervieram
quando acreditavam que, no contexto da "Guerra Fria",
a grande ameaça à Soberania brasileira era
a atuação dos comunistas e a ação
da União Soviética; e o grande aliado da
democracia eram os EUA (Tristeza!!!). Essa ilusão
vinha dos tempos da Segunda Guerra, quando unimos forças
para enfrentar o que acreditávamos ser o mal maior:
o nazi-fascismo. Tempo em que nossos militares patriotas
eram treinados na ESG (Escola Superior de Guerra) com
doutrinas importadas dos EUA. Não percebíamos
claramente quem era o inimigo. Diante da aparente ameaça
internacionalista vermelha, nossos patriotas acreditaram
que o internacionalismo ianque não era um perigo.
Na
verdade, tínhamos patriotas tanto à esquerda
quanto à direita, mas que não souberam identificar
o verdadeiro inimigo. A ideologização do
debate, numa perspectiva geopolítica de bipolaridade
mundial, colocava brasileiros contra brasileiros, desagregando
o País. Muitos dos que fizeram a Revolução
de 1964, realmente acreditavam que estavam do lado certo,
que os norte-americanos eram um referencial a ser seguido.
Do outro lado, repito, muitos esquerdistas realmente acreditavam
que poderiam salvar o País do Imperialismo Ianque,
muito embora não tivessem capacidade intelectual
para perceber que a URSS era uma ilusão, um moinho
de ventos que jamais cogitou em nos ajudar.Muito pelo
contrário.
Foi
uma questão muito parecida que explica o fato de
que um movimento verdadeiramente nacionalista, democrático
e anti-oligárquico como o "Tenentismo",
nos Anos 20, acabaria por passar pelos atribulados Anos
30/40 com desvios e confusões ideológicas
insolúveis. Uma indefinição tamanha
que, afetada por ideologias também internacionalistas
exógenas (É sempre assim...), como o nazi-fascismo
e o stalinismo, acabou por desagregar-se, gerando ao longo
dos anos líderes políticos com posições
extremas e antagônicas que acabariam também
por abortar qualquer perspectiva de um nacionalismo verdadeiramente
"tupiniquim". É por isso que o "tenentismo"
teve figuras políticas com posições
tão díspares como um Plínio Salgado,
um Jakson Fiqueiredo, um Luis Carlos Prestes, um Juarez
Távora ou um Góis Monteiro.
Nos
Anos 60, assim como nas décadas anteriores, nossa
sociedade ficava dividida nessa dicotomia ideológica
imbecil entre esquerda e direita, lutando entre nós
mesmos, algo que infelizmente ainda ocorre, sem que tenhamos
condições de enfrentar o verdadeiro perigo
à nossa Soberania: os EUA. Estado totalitário
e imperialista que, diferente da vencida Alemanha nazista,
vem sendo competente em açambarcar vidas, liberdades,
culturas, valores e povos inteiros pelo mundo afora. Este
sim, um país totalitário, só que
disfarçado, dissimulado, enviesado, camuflado de
paradigma da liberdade, daí a confusão,
daí também o perigo.
A
estratégia norte-americana de empurrar os intelectuais
e ativistas de esquerda para o caminho das forças
esquerdistas internacionalizantes não só
ajudou a quebrar as resistências verdadeiras das
forças nacionalistas da América-Latina,
como veio ao encontro de uma outra estratégia muito
mais arrojada e perigosa para nossa Soberania: a transformação
do Hemisfério Ocidental num terreiro estratégico
- militar e econômico para os EUA e suas multinacionais.
Coisa de gênio! Conseguiram transformar os antigos
comunistas "subversivos" em sujeitos ativos
na causa imperialista, arautos da globalização,
tudo em nome de boas causas humanitárias e "politicamente
corretas". E sem - veja só que coisa! - que
percebessem que estavam e estão sendo usados.
Isso
tudo vem se agravando nas últimas décadas,
intrínseca e paralelamente ao desmonte do Estado
e da Soberania brasileira. Em decorrência da propaganda
violenta que vem tentando esteriotipar os nossos militares,
coagi-los, neutraliza-los, reprimi-los, ofendê-los,
incriminá-los, denegri-los, neutralizá-los,
para que não reajam, estamos num estado terminal
de subserviência canina. O grande truque da Águia
Ianque é fazer a sociedade acreditar que todos
os nossos militares são a encarnação
diabólica da Ditadura, das atrocidades, dos desmandos
do Regime de 64 (e o pior é que os nossos patriotas
das Três Armas estão passivos, aceitando
isso tudo, COM GRATAS EXCESSÕES).
Entidades
e organizações ditas "não-governamentais
estão escancaradamente mandando em nosso País,
estabelecendo todas as diretrizes micro e macro econômicas
e políticas, em todas as esferas, num processo
que eu terei que analisar numa outra oportunidade.
Na verdade, instituições como o famigerado
WWF, o Greenpeace e coisas do gênero, estão
obliterando o nosso desenvolvimento de uma forma inimaginável,
coisa que nossos militares têm que encontrar um
forma de reagir o quanto antes. Camuflados de demiurgos
da modernidade, estão, como praga peçonhenta,
envenenando nosso Brasil, a nossa juventude, a nossa família
brasileira, com a complacência exatamente daqueles
que se dizem nacionalistas e progressistas, como o atual
ministro da Justiça Aluízio Nunes não
sei de que.
O
Greenpeace, por exemplo, é o caso mais sintomático.
A sua intenção de se instalar no Brasil
vem do período de 1987-88, quando a organização
decidiu acelerar a sua expansão internacional.
Na ocasião, a máfia ecoterrorista já
colaborava informalmente com entidades ambientalistas
brasileiras que pressionavam o Governo para proibir a
caça à baleia no País. Em outubro
de 1989, aproveitando o lançamento no RJ do disco
Rainbow Warriors, que reúne canções
de cantores "pop" simpatizantes das causas ambientais,
a então coordenadora do Greenpeace para a América
Latina, a socióloga gualtemalteca Tani Marilena
Adans, formalizou a intenção do grupo de
abrir um escritório no País. Era o momento
racionalmente propício para a ação.
Antes disso, porém, estrategicamente, o grupo iniciou
algumas atividades informais, colaborando diretamente
com grupos ambientalistas envolvidos no debate sobre uma
das questões mais importantes para nossa Soberania
no atual contexto mundial: a questão nuclear.
Em
novembro de 1990, o Greenpeace entregou ao deputado estadual
"verde", obviamente do PT, Carlos Minc (PT-RJ),
e ao então prucurador-geral da República,
Gustavo Tepedino, cópias do chamado "Relatório
Netuno", um exaustivo e nada científico levantamento
sobre acidentes envolvendo bielonaves nucleares. A intenção
era obviamente de utilizar as informações
tendenciosas do relatório em eventuais ações
judiciais contra a presença de tais bielonaves
em águas brasileiras. É a partir daí
- é bom que se diga - que começou a transformação
de alguns setores do Ministérios Público
e de setores do Judiciário em verdadeiros instrumentos
dessas organizações não-governamentais
na manipulação de resultados de ações
que se relacionem ao meio ambiente e ao desenvolvimento
nacional, sempre em benefício de uma política
que inviabilize o desenvolvimento do País (Isso,
aliás, vem sendo objeto de investigação
da CPI da ONGs no Senado).
Mas,
o que está por trás desta e de outras entidades
tão "politicamente corretas", tão
voltadas para a felicidade e o bem estar da humanidade?
Quais são suas fontes de financiamento, quem cria
suas estratégias, a quem estão ligados e
quais setores estratégicos que os direcionam e
por quais razões? Este internacionalismo humanista
"espontâneo" foi resultado de idealismo
de "pôrra loucas" hypporongas dos Anos
60, preocupados com a Paz e o Amor, ou é o resultado
natural de uma estratégia geopolítica da
plutocracia financeira anglo-saxônica em nos destruir?
Acredito piamente na segunda hipótese. E acredito
também que figurinhas ditas "esquerdistas"
como FHC, membros do PT, Aluízio não sei
de quê e Cia, são títeres destas forças.
Senão, vejamos alguns dados e fatos.
Como
mostra um texto excelente de uma revista do Movimento
de Solidariedade Ibero-americana e que praticamente transcrevo
(copio mesmo) ao longo deste texto, o Greenpeace e a sua
complexa rede de coisas do gênero, continua sendo
um dos mais eficientes e perniciosos instrumentos desse
verdadeiro aríete anticivilizatório que
é o movimento ambientalista. Movimento que não
é, de forma alguma, um simples fenômeno sociológico
espontâneo decorrente da coscientização
sobre um suposto "desequilíbrio" nas
relações homem-Natureza, como tentam fazer
crer . Na verdade, dura e crua, ele é o produto
de um sofisticado e sórdido processo de "engenharia
social" desenvolvido pelos principais centros do
poder político-econômico global, especialmente
a oligarquia sediada no eixo Londres-NY, o autodenominado
"Clube das Ilhas". Encabeçado pela família
real britânica, a casa de Windsor, o clubinho envolve
entidades poderosas, onde destaca-se a União Internacional
para a Conservação da Natureza (UICN), o
Fundo Internacional para a Conservação da
Natureza (UICN), o Fundo Mundial para a Natureza (anteriormente,
Fundo Mundial para a Vida Selvagem - WWF), a Fundação
Rockefeller, o Instituto Tavistock, o Instituto Aspen,
o Clube de Roma e outras coisinhas do gênero. Todas,
entidades com um longo currículo nada nobre de
colaboração com o Pentágono e agências
de inteligência norte-americanas e inglesas (como
a CIA) ao longo da Guerra Fria, contra a estabilidade
de nossas instituições.
Foram
estas mesmas instituições internacionais
que financiaram grupos golpistas e desestabilizadoras
no Brasil, como o IPES/IBAD, numa verdadeira lavagem celebral
de nossas elites. Doutrinação esta que culminaria
nas visões mais equivocadas de "nossa"
doutrina de Segurança Nacional, que, como já
disse, foi responsável pelos desvios ideológicos
que confundiram nossos militares patriotas acerca dos
verdadeiros inimigos do Brasil. Esse equívoco redundou
em anos de ditadura militar, que apenas serviram para
denegrir a imagem de nossos militares e abrir caminho
para tudo isso que vem acontecendo hoje com nosso País
na Era FHC.
No
caso específico da atual doutrinação
"salva-bichinho", salva-plantinha", o objetivo
último é a erradicação da
idéia-força do republicanismo como diretriz
de organização da sociedade humana e a destruição
da sua materialização política: o
Estado Nacional soberano, dedicado à promoção
do interesse público, do progresso e do bem-estar
geral da sociedade. A intenção é
substituir o Estado nacioanl por uma estrutura de "governo
mundial" - uma "Nova Ordem Mundial" fascista,
baseada no liberalismo radical e no maulthusianismo (do
qual o ambientalismo não passa de uma atualização
ideológica para ingênuo boçal ver).
A
instrumentalização política do ambientalismo
tem um tríplice finalidade. A primeira e mais importante
é a disseminação do irracionalismo
e do pessimismo cultural entre a população
em geral, fazendo com que esta aceite sem questionamento
a subordinação das políticas de promoção
do bem-estar e do desenvolvimento socioeconômico
a requisitos de "proteção do meio ambiente",
geralmente exacerbados e sem fundamento científico.
A
segunda é favorecer a aceitação da
tese fascista do "governo mundial", para a qual
os problemas ambientais, reais ou supostos, são
perfeitamente adequados, devido à percepção
popular de que "o meio ambiente não tem fronteiras"
e, portanto, a sua solução dependeria de
uma "legislação supranacional"
mais facilmente aceitável (e que abra precedentes
para outras áreas políticas).
A
terceira é a manipulação direta de
argumentos ambientais para obstaculizar projetos de desenvolvimento,
particularmente, no setor de infra-estrutura, como é
o caso atual dos projetos hidroviários brasileiros,
virtualmente paralizados por uma solerte campanha de pressão
baseadas em falsos argumentos ambientais e de "proteção"
de comunidades indígenas.
O
ambientalismo não é um movimento de diletantes,
mas uma articulação política de alcance
global, voltado contra os Estados nacionais soberanos
e a própria essência da Civilização.
Assim, o seu desmascaramento e, principalmente, a sua
neutralização constitui uma tarefa fundamental
para a cidadania consciente de todos os países,
cujas prosperidades e, até mesmo, as suas próprias
existências, se vêm ameaçadas por esse
pesadelo.
Essa
nova plumagem ambientalista do imperialismo é constituída
por um conjunto de famílias aristocráticas
da Europa e da América do Norte, que inclui as
primeiras casas financeiras da City de Londres e Wall
Street, as antigas sócias da famigerada Cia. das
Índias Orientais - que tantas desgraças
levou a países como a China e a Índia -
e as velhas famílias escravocratas do Sul dos EUA.
Estas belezas com um currículo humanitário
de fazer inveja a Átila, o Huno, controlam diretamente
o Banco da Inglaterra, o Sistema de Reserva Federal norte-americno,
as grandes empresas bancárias, financeiras e seguradoras,
os conglomerados alimentícios, as megamineradoras,
os oligopólios energéticos, a grande mídia
internacional e, de lambuja, as indústrias estratégicas
da Europa e América do Norte. Controlam, ainda,
as principais organizações do sistema das
Nações Unidas, como o Fundo Monetário
(FMI), o Banco Mundial (BIRD), a Organização
Mundial do Comércio (OMC), o Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e, óbvio,
o Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente. Além de outras coisinhas mais, que não
há tempo de ficar escrevendo.
Todas
as empresas do esquema atuam em estreita cooperação
com os serviços de inteligência da Inglaterra,
dos EUA e de Israel, principalmente o primeiro.
Em
sua cúpula, esse conglomerado oligárquico
se autodenomina o "Clube das Ílhas",
em homenagem ao príncipe de Gales, depois rei inglês
Eduardo VII (1901-10), chamado "Príncipe das
Ílhas", em cuja gestão se consolidou
a articulação entre os dois principais centros
da oligarquia, Londres e Nova York. A Casa de Windsor,
a casa real britânica, atua como uma espécie
de primus inter pares da cúpula. O "Clube
das Ílhas" criou e dirige a gigantesca máquina
de propaganda e ação política representada
pelo aparato das ONGs ambientalistas. As primeiras delas
foram a União Internacional para a Conservação
da Natureza (UICN), fundada em 1848, e o Fundo Mundial
para a Natureza (WWF), criado em 1961.
O
financiamento para este aparato, cuja organização
se intensificou nas décadas de 60 e 70, provém
de uma vasta infra-estrutura constituída por mais
de 1.000 fundações familiares da América
do Norte e da Europa, além de doações
de empresas privadas e agências governamentais dos
EUA, Canadá e outros países. Entre elas,
destaca-se o ultra-seleto "Fundo 1001" para
a Natureza (1001 Nature Trust), fundado em 1971 pelo príncipe
Bernardo da Holanda, para financiar as atividades do WWF.
O "Clube 1001", como é mais conhecido,
reúne 1001 membros especialmente convidados, recrutados
entre a nata da oligarquia internacional, cada um dos
quais paga uma taxa de admissão de 10.000 dólares.
O prédio onde fica atualmente as sedes do WWF e
da UICN, em Gland, Suíça, foi doado pelo
"Clube 1001". Em 1995, esse aparato movimentou
recursos em torno de 15 bilhões de dólares.
A
grande maioria dos militantes do ambientalismo foi recrutada
entre as fileiras da "Nova Esquerda" e do movimento
da contracultura das décadas de 60-70, igualmente
promovidos e financiados pela oligarquia. Na época
do programa "Aliança para o Progresso"
do presidente americano Kennedy, quando o exemplo cubado
ameaçava influenciar novos movimentos nacionalistas
na América Latina, foram justamente estes setores
do "Clube das Ílhas" que ajudou o governo
americano. Foram eles que financiaram, por exemplo, a
fundação e toda a logística da famosa
CEPAL, grupo de estudos formado por lideranças
e intelectuais esquerdistas latino-americanos com o objetivo
de encontrar fórmulas para o desenvolvimento da
região. A Fundação Rockefeller foi
a principal fonte de alocação de recursos.
Foi justamente nesta época que o senhor FHC "escreveu"
seus livretos sociológicos, financiado justamente
pela Fundação Rockfeller. Foi naquela época,
portanto, que o plano de condicionamento das esquerdas
latino-americanas começou, foi naquele contexto
que Fernando Henrique e Cia. foram amestrados pela plutocracia
mundial. Por isso, nada do que vem fazendo este senhor
me surpreende. Hoje, sabemos que muitos outros foram também
cooptados, até chegarmos a situação
em que chegamos. E o caminho de Lula e do PT, pelas últimas
declarações e pelas relações
siamesas que têm com as ONGs, não será
diferente. Ele está também amestrado. Por
isso, não me surpreenderá nada se ganhar
a eleição deste ano. Não é
por outra razão que a CUT, historicamente associada
ao PT, finalmente acordou e não participará
do teatro montado pelas ONGs no segundo encontro do Fórum
Mundial de Porto Alegre.
O
controle de todo esse aparato é exercido diretamente
pelo "Clube das Ílhas", por intermédio
da Casa de Windsor e suas redes. Em um segundo nível,
estão as organizações oficiais internacionais
(PNUMA, PNUD, etc.), as fundações e corporações
financiadoras do movimento. A seguir, como um anteparo
entre tais círculos aristocráticos e as
ONGs que formam as "tropas de choque" do movimento,
encontra-se uma ampla rede de "organizações
respeitáveis", dirigidas por "cidadãos
acima de qualquer suspeita" (World Resources Institute,
Worldwatch Institute, Environmental Defence Fund, Conservation
International, etc.). Nos degraus inferiores, começam
a aparecer os "aríetes" do movimento,
como o Greepeace, Amigos da Terra e outras, cujo grau
de radicalismo vai crescendo até se chegar às
organizações prototerroristas e abertamente
terroristas.
Mas
qual a base ideológica que subjaze a todo este
movimento de poderosos nobres e plutocratas "politicamente
corretos"? Além da visão malthusiana
travestida de ambientalista, existe alguma filosofia política
por trás disso tudo? A resposta é sim! Chama-se
permeation, uma estratégia política de dominação,
uma atividade de propaganda totalmente peculiar, formada
pelo chamado "fabianismo", movimento político-ideológico
surgido justamente na Inglaterra em 1883. Formou-se por
obra de intelectuais como Sidney Webb, George Bernard
Shaw, Annie Besant, Edward Peace, entre outros, que fundaram
uma associação privada com a finalidade
de "contribuir para a reconstrução
da sociedade de acordo com as mais altas possibilidades
morais". A associação se inspirou na
estratégia contemporizadora usada nas guerras pelo
cônsul romano Fábio Máximo, daí
o nome fabianismo ou Fabian Society.
O
movimento fabiano derivou de duas correntes de pensamento:
de um lado, a tradição liberal inglesa,
transmitida pelos escritos de John Stuart Mill e pelo
radicalismo londrino da década de 1880, tributário
em grande parte da doutrina positivista francesa; de outro
lado, o internacionalismo socialista e as lutas das trade-unions
(sindicatos) e do movimento cartista da Inglaterra no
século passado. Muitos estudiosos sustentam, portanto,
que o fabianismo é um liberalismo inglês
não atingido pelo marxismo. A "unicidade"
do movimento estava na especialíssima compenetração
entre o socialismo não-marxista com a tradição
liberal inglesa. Utilizavam uma forma toda peculiar de
ação que procurava, ao máximo possível,
evitar contatos com as massas populares, embora advogassem
avanços sociais para os mesmos (contando que fossem
ingleses).
Utilizavam-se
do que chamavam de permeation como estratégia política,
que consistia na tentativa de influenciar as pessoas que
ocupassem postos - chaves de poder na sociedade, em todos
os níveis e todos os campos: exatamente políticos,
professores, diplomatas, empresários e lideranças
sindicais, que deveriam ser "permeados" de tal
modo que pudessem se engajar em sua causas internacionalistas
e sociais. Esses profissionais, assim, poderiam prestar
um serviço mais válido à comunidade
voltado para a melhoria das condições sociais
dos trabalhadores ingleses, mas sempre tendo em vista
os interesses da Grã-Bretanha. Nesta atitude elitista,
golpista, de ação política baseada
na intriga, nos bastidores, não tinham interesses
em ocupar cargos públicos, mas apenas de controlar
ou manipular os agentes dos cargos públicos. Hoje,
o "Clube das Ílhas", tranferiu isso para
o nível planetário e o Brasil e a América
Latina vêm sendo o seu grande laboratório.
Os setores esteriotipados do PT como "xiitas"
sabem disso, por essa razão estão a cada
dia mais distantes dos líderes moderados (entenda-se:
amestrados) do partido, como aconteceu com o conflito
os espartaquistas de Rosa Luxemburgo e os sociais-democratas
de Karl Benstaein da República de Weimar na Alemanha.
Parece,
no caso brasileiro atual, que as coisas não são
apenas coincidentes. Na verdade, estou sem tempo agora
para continuar a linha de raciocínio. Mas creio
que já deu para perceber como a coisa é
complexa. Como a rede de intrigas é incomensurável.
Hoje, pessoas como FHC e Aluísy não sei
de quê, que estão no comando de nosso amado
País, não governam nada. São marionetes
destes neo-fabianos malthusianos que nos inflingem políticas
destrutivas que vêm destruindo nossas classes médias,
fato que explica o constante estado de tensão social
por que passamos.
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