Euro!!!
A
moeda que veio para unificar a Europa tem causado divisões ortográficas
entre os países. Tendo a Alemanha proposto a palavra “euro”
designou-a masculina e invariável a menos que o plural “euri”
seja tolerado. A Itália escolheu duas instituições para estudar
a questão imposta por Frankfurt e afirma que o termo não é tão
belo quanto “lira”. Os franceses limitam-se a adotar o “s” para
o plural. Porém, a Grécia não se contenta com os caracteres
e os quer tragicamente romanos, assim, o “euro” abaixará a cabeça
sob os pórticos helênicos e será indeclinavelmente chamado “èvro”.
A Finlândia, por sua vez, quer chamá-lo “euroa” ou “eurot”.
Com relação aos centavos, Atenas utilizará “lepto”, Helsinki
“senttia”, Madrid e Lisboa “centimos” e Paris “centimes”.
Ortografia
à parte, o euro começa, pela insegurança, a cumprir seu papel
unificador: basta perceber a inquietação geral com a chegada
desse “mocinho-vilão” que está marcada para 01 de janeiro de
2002. Ouso, mesmo, afirmar que ultimamente esse “herói” (ou
anti-herói) tem incomodado mais os europeus do que os atentados que os rodeiam.
Na
verdade, a maioria pensa que a criação da moeda foi uma boa
idéia visto que a transação comercial por toda a Europa será
simplificada. Por outro lado, apesar de haver muita divulgação,
poucos são os que estão à vontade para utilizá-la, pois há,
ainda, bastante insegurança quanto à conversão, onde a população
não está certa se vai perder, ganhar ou nada mudará.
O
fato é que o novo sempre causa um certo temor, principalmente
quando se trata de dinheiro, mas quem está na chuva vai ter
que se molhar. Então, por que não tentar diminuir a ansiedade
tomando um capuccino, um chopp ou um vinho do Porto, num café
de Paris, lendo Aristóteles ao som das valsas vienenses? O jeito
é esperar pra ver!