O
correio eletrônico ou e-mail, como é mais comumente conhecido,
tornou-se popular devido às vantagens oferecidas em termos de
permitir comunicação além das barreiras do tempo e do espaço.
Hoje em dia, desde que o usuário possua um microcomputador e
linha telefônica, este usuário pode, fazendo uso de um provedor
de Internet pago ou gratuito, enviar e receber mensagens 24
horas por dia, 7 dias da semana para qualquer parte do mundo.
É tão rápido e fácil mandar um e-mail para qualquer parte do
mundo quanto para o seu colega da sala ao lado. Você pode enviar
um e-mail sempre que tiver vontade e ele estará ao alcance do
destinatário sempre que ele quiser lê-lo. Será que acabaram-se
os dias do telefone? Certamente, não. O correio eletrônico é
apenas mais uma facilidade em nosso cotidiano.
Observa-se
que após nos tornarmos adeptos do correio eletrônico, começamos
a receber uma enxurrada de e-mails sobre os mais variados assuntos
e oriundo dos quatro cantos do mundo. Este processo se inicia
com o próprio provedor que envia regularmente mensagens
de conteúdo informativo bem como de propaganda de produtos e
serviços. Adicionalmente, se você for assinante de uma ou mais
listas de discussão, adeus tempo! Uma pequena quantidade de
e-mails faz bem, mas uma grande quantidade é mortal!
Percebe-se
que o correio eletrônico está se tornando um imenso sorvedouro
de produtividade. Aquilo que foi concebido como uma facilidade
e forma ágil de comunicação começa a ter efeito inverso. Em
algumas empresas, é trabalho para um dia percorrer a caixa de
entrada do correio eletrônico e responder aos e-mails do dia.
As pessoas precisam lutar para ter tempo de fazer algo de verdade
além de enviar, ler e responder e-mails.
Não
é de se estranhar que alguns profissionais necessitem de secretária
com objetivo de filtrar e dar encaminhamento a pletora de e-mails
recebidos. Outros, objetivando minimizar a quantidade de e-mails
a serem lidos em sua caixa de entrada do correio, optam muitas
vezes por utilizar filtros que automaticamente descartam e-mails
cujo assunto não são de interesse.
Já
dentro de uma empresa, essa necessidade de filtrar a quantidade
e qualidade das mensagens que circulam pode ser controlada através
do uso de uma intranet.
Esta pode ser vista como uma infra-estrutura de informação corporativa.
Geralmente, a intranet
pode oferecer suporte a várias funções reais e pode ainda torna-se
na forma principal de comunicação dos funcionários com pessoas
de outros grupos bem como de obtenção de informações necessária
ao trabalho.
Dentro
deste contexto, a eficiência corporativa pode subir consideravelmente
por meio de uma comunicação mais clara e, neste caso, a intranet
poderá ser a infra-estrutura para essa comunicação se, e somente
se, tiver um design
que facilite a obtenção de informações quando necessárias.
Uma
das principais metas das intranets deve ser livrar-se de e-mails
desnecessários. Isso inclui a maioria das listas de mala direta
e, certamente, qualquer e-mail que vá para todos os funcionários.
Neste caso, é muito melhor colocar as informações em um diretório
da intranet adequadamente organizado e colocar um link
a ele na homepage enquanto
ainda é vigente.
As
informações armazenadas na intranet serão indexadas e fáceis
de pesquisar e todos os funcionários saberão como encontrá-las
quando necessário. Por outro lado, qualquer coisa enviada por
e-mail transfere o trabalho de organizar, indexar e armazenar
as informações a cada funcionário. Que desperdício em termos
de esforço repetido. E já que o software de e-mail é tão deficiente
para organizar e recuperar informações, os funcionários muitas
vezes serão incapazes de gerenciar as informações que recebem
por e-mail.
O
correio eletrônico é uma excelente facilidade de comunicação.
Todavia, aquilo que fascina, às vezes também desencanta. Seu
uso no ambiente de trabalho ou de âmbito pessoal pode implicar
num consumo irreparável de tempo. Além disso, observa-se entre
as pessoas a compulsão na leitura de e-mails. Nasce então mais
uma necessidade do ser humano: a leitura, no mínimo, diária
da caixa de entrada de correio eletrônico. Pergunte a si mesmo
(caso você disponha de um endereço eletrônico): qual foi o período
máximo passado sem ter consultado a sua caixa de entrada de
e-mails? Certamente, esse número não excede a mais de 3 dias
para 90% das pessoas.
Além
disso, o correio eletrônico muitas vezes torna-se numa forma
fácil e fria de externar algo que alguns não conseguem dizer
pessoalmente. Muitas vezes, o recebimento de uma mensagem causa
algum tipo de reação que com a impulsividade humana gera respostas
impensadas. Também, mais um fator para elevar a ansiedade humana.
Assim, nota-se que o correio eletrônico tanto pode ser uma forma
eficiente de comunicação com um fator de redução de produtividade.
Assim, dentro de uma empresa o uso eficiente do e-mail depende
do gerenciamento da informação corporativa. Por outro lado,
seu uso pessoal requer discernimento.
No
momento, pode-se dizer que uma intranet bem organizada é
vista como solução viável para uso do correio
eletrônico como mecanismo de comunicação
produtivo. Adicionalmente, pode-se fazer uso de filtros objetivando
descartar mensagens que não atendam aos interesses corporativos
da organização. Já no âmbito pessoal,
o resultado do uso intensivo do correio eletrônico e conseqüente
consumo de tempo permitirá seus usuários discernirem
e passarem a utilizá-lo como ferramenta de apoio e evitarem
tornarem-se dependentes dele.