No
Brasil, direita e esquerda são termos que carecem de
efetividade. Faltam-nos partidos ideológicos - à
direita e à esquerda - e aqueles que podem suprir esta
lacuna adotam uma postura pragmática e de conciliação.
Nossa história está prenhe de exemplos. No século
XIX, nossos liberais envergonhados não podiam levar
suas concepções políticas às últimas
conseqüências, pois isto significaria negar a estrutura
social fundada na escravidão. Os ministérios
liberais e conservadores alternavam-se no governo sem que
isto significasse qualquer mudança substancial. Assim,
tanto fazia oposição como situação:
o partido que subia ao poder recebia o programa do que caía,
e vice-versa.
Nossos
liberais eram mais moderados do que liberais. Na verdade,
como afirma a máxima lampedusiana, aceitavam mudanças
desde que nada mudasse. Era um liberalismo escravocrata preocupado
em manter os privilégios e o exclusivismo da participação
política; um liberalismo que almejava manter a estrutura
social vigente amparado num programa político vinculado
ao passado. Daí não haver qualquer dificuldade
aos conservadores em assumí-los.
Nosso
iluminismo tupiniquim era tão limitado em seus objetivos
que mesmo a ala esquerda, a minoria liberal que os conservadores
chamavam de exaltados, estavam muito longe de expressar
a radicalidade dos revolucionários franceses no tocante
às mudanças sociais. De qualquer forma, esta
esquerda tinha uma particularidade que a diferenciava sensivelmente:
dirigia-se às massas populares.
Os exaltados estiveram à frente dos vários
movimentos populares durante o período regencial. A
aristocracia agrária eliminou-os física e politicamente.
Desde sempre, nossa elite é incapaz de incorporar qualquer
dissenso que expresse a vontade e necessidades dos de baixo.
Sua retórica mudancista limita-se, quando muito, a
ganhar o apoio do povo para derrotar a facção
rival. A esquerda que não se enquadra precisa ser eliminada.
Na República, o povo permaneceu no lugar o qual a elite
adora vê-lo: como expectador dos acontecimentos. Artur
Azevedo nos brinda com um divertido conto sobre O Velho
Lima, funcionário público que, enfermo,
ausentou-se do trabalho à véspera do 15 de novembro
de 1889. Quando restabelecido e de volta ao trabalho, o velho
Lima, que não tinha o hábito de ler jornais,
estranhou muito o que via e ouvia. Não entendeu porque
lhe chamavam de cidadão; compreendeu menos ainda quando
tratou um conhecido por comendador e este lhe disse que já
não havia mais comendas; outros encontros deram ao
velho Lima a impressão de que seus interlocutores estavam
loucos: falaram em nova bandeira, em como seria a recepção
do Imperador Pedro II em Portugal etc. Finalmente, ao chegar
à repartição onde trabalhava ele não
se conteve ao observar que a imagem de D. Pedro não
mais se encontrava pendurada na parede. Indignado perguntou
a um contínuo:
-
Por que tiraram da parede o retrato de sua majestade?
O contínuo, respondeu num tom lentamente desdenhoso:
- Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?
- Pedro Banana! repetiu raivoso o velho Lima.
E, sentando-se, pensou com tristeza:
- Não dou três anos para que isto seja uma
república!
Este conto ilustra bem a situação do povo à
época da proclamação da República.
O velho Lima expressa a maioria do povo alijado dos processos
políticos. A República não mudou esta
situação: a política continuou sendo
uma atividade elitista. O povo é chamado para aplaudir
ou é visto como um mal necessário para legitimar
uma democracia de fachada.
Um dos personagens de Lima Barreto, em Numa e Ninfa,
defende um governo forte que concilie liberdade e ditadura.
É paradoxal! Mas este é o regime ideal desejado
por nossos liberais e republicanos de ontem, como de hoje.
Suportam o povo para governar em seu nome. Nesta obra, Dona
Celeste, esposa de um senador, em seu grã-finismo inato,
declara:
- Os deputados e senadores não deviam estar em
dependência tão estreita desse povinho - não
acha você, Edgarda?
A
Ninfa responde:
-
Creio, mas... Dizem que eles devem ouvir todo o mundo, para
bem representar a vontade do povo, por quem são eleitos.
- O povo! Eleitos! Nós é que sabemos como
é isso, minha cara Edgarda; nós sabemos disso...
E assim foi por vários períodos históricos.
Sempre prevaleceu a estratégia das classes dominantes
de silenciar a fala dos excluídos e de restringir a
política a um falso consenso. Tudo em nome da ordem
e da harmonia social, contra os exaltados de ontem e os radicais
de hoje. Vários foram os momentos em que a esquerda
precisou ser aniquilada. O pacto das elites, se necessário
sustentado no uso da força militar, restabelecia o
consenso.
Se a direita sabe metamorfosear-se conforme as necessidades
pragmáticas de cada conjuntura histórica, a
esquerda parece deslumbrada pela perspectiva de partilhar
o poder: se não adere abertamente aos projetos políticos
em curso - vide a política comunista de aliança
com a burguesia nacional - , assimila o pragmatismo e procura
desideologizar sua mensagem e seu programa.
Ao vencer a batalha da imagem, a esquerda torna-se palatável
e confiável. Hoje, os luminares da poderosa Federação
da Indústria de São Paulo até admitem
votar em Lula. A grande imprensa já especula sobre
um eventual governo petista. Com certa ironia, enfatiza a
domesticação petista: o PT cor de rosa, o PT
light. Ora parece elogiá-lo, ora parece cobrá-lo.
Mas se ele indica, mesmo que retoricamente, apego às
teses originais, não faltam os críticos de plantão
para exigir-lhe responsabilidade.
Um outro Brasil é possível, afirmam os líderes
petistas. No entanto, qual a política para efetivar
este novo Brasil? Conseguirá a esquerda se diferenciar
da direita a ponto de construir outro país ou seu programa
político apenas expressará a necessidade de
um novo consenso nuançado por tons avermelhados? Será
o PT a alternativa social-democrata capaz de gerenciar os
negócios do capital sob uma fachada popular? Caminhamos
para um novo pacto das elites sob a batuta da esquerda?
As experiências políticas com o que convencionalmente
se denomina esquerda são desalentadoras. No Chile,
o governo socialista não vai além de tímidas
mudanças na política social e fracassa em conter
o desemprego. O próprio presidente reconheceu que os
níveis de distribuição de renda são
tão desiguais quanto há dez anos atrás.
Na Argentina, o mito do país mais europeu da nossa
América foi pelo ralo. O neo-liberalismo inaugurado
por Menem gerou o pesadelo da miséria. O sonho acabou:
a classe média luta para não aumentar as fileiras
dos novos pobres e há uma crise de identidade. A oposição
não consegue sair do pântano, nem chamando o
Cavallo. Prevalece a apatia, a descrença e o desencanto
com a política.
Nisto, a Itália e a Inglaterra são modelares.
No primeiro caso tivemos a eleição de um governo
de direita que substituiu um governo de esquerda que primou
por executar de forma exemplar uma política anti-social.
É sintomático que a grita contra o retorno de
Berlusconi ao poder partiu da imprensa conservadora mundial,
à qual não passou despercebido o fato da esquerda
ter sido eficiente na aplicação de uma política
favorável ao grande capital. Por ironia, Berlusconi
elegeu-se com um discurso que criticava a insensibilidade
social da esquerda.
Na Inglaterra, o Partido Trabalhista reelegeu o premiê
Tony Blair. Dois fatores caracterizaram esta eleição:
a indistinção entre o trabalhismo e o conservadorismo
e a abstenção recorde dos eleitores. Foi uma
eleição sem alternativas quanto aos projetos
políticos. Conservadores tradicionais perceberam que
ninguém melhor do que o governo de Tony Blair para
aplicar uma política a seu gosto. O jornal TheTimes,
tradicionalmente conservador, admitiu a impossibilidade de
alternativas à direita e afirmou que o trabalhista
"consolidou muitos elementos do governo conservador de
Margaret Thatcher, como o combate à inflação
e ao poder dos sindicatos". (FSP, 07.06.01) Blair amalgama
o thatcherismo com a retórica social-democrata. Ele
próprio admitiu estar em débito na área
social.
Cético, o renomado historiador Eric Hobsbawm concluiu
que não há esquerda na Inglaterra e afirmou:
"A classe média britânica e o empresariado
concluíram que o Partido Trabalhista é capaz
de conduzir o mesmo tipo de governo voltado para os interesses
da iniciativa privada que, no passado, era conduzido pelos
conservadores. Essa classe média, que hoje dá
apoio aos trabalhistas, votava nos conservadores."
(FSP, 07.06.01)
Em Moçambique temos uma peculiar experiência
de governo: um ex-marxista adota a máxima do ex-ministro
Delfim Neto, fazer o bolo crescer, para depois repartí-lo.
Trata-se de uma postura pragmática em nome da justiça
social. Já conhecemos este filme.
Esta é uma constante em todo o mundo. A indiferenciação
entre direita e esquerda quando estão no governo -
a exemplo dos nossos liberais e conservadores do século
XIX -colocam em xeque a própria finalidade do governo
e da política. O jogo eleitoral tornou-se mero instrumento
de seletividade da elite que nos governará por períodos
intercalados. A democracia transmuta-se em aristocracia e
em ditadura civil - talvez o sonho do personagem de Lima Barreto
esteja se realizando.
Os diferentes governos - seja de esquerda ou direita - governam
essencialmente para garantir os interesses específicos
de uma minoria. Prevalece a vontade individual e a vontade
corporativa dos grupos e não a vontade coletiva.
Enquanto temos uma overdose de eleições, a situação
social deteriora-se. Os níveis de desigualdade social
aprofundam-se; o arrocho salarial, a transferência de
renda para o capital acelera-se; as riquezas mudam de mãos
por mecanismos legais como as privatizações,
a política cambial etc; os assalariados são
extorquidos através de um mecanismo de cobrança
de impostos que inverte até mesmo a lógica formal.
Nestas circunstâncias, como acreditar nos políticos
se os elegemos e eles fazem tudo o que criticavam nos outros?
Para que serve a democracia? Para que serve o governo? Os
cidadãos (porque tem o direito ao voto) passam do descrédito
ao repúdio à política. Resignam-se silenciosamente
e perdem o interesse pelo debate público. Os políticos,
por sua vez, transformam a política em espetáculo
e atuam como se representassem papéis num grande teatro.
Ficam na perfumaria; não ousam enfrentar as questões
essenciais e chamar as coisas pelo verdadeiro nome.
Ora de que nos serve a política se não para
lutar contra as mazelas sociais? De que nos servem os governos
se as questões sociais são reduzidas à
frieza dos números e submetidas à insensibilidade
dos tecnocratas? De que nos servem os políticos se
tudo que fazem é procurar formas de adaptação
aos interesses dos grandes grupos financeiros internacionais,
às imposições tecnológicas e econômicas
do império? A esquerda no governo conseguirá
romper este círculo vicioso ou apenas pavimentará
o Estado para o retorno triunfal da direita?
Como sabemos, esquerda e direita surgem com a Revolução
Francesa: sentar-se à direita ou à esquerda
na Assembléia indicava uma posição política
determinada por interesses de classes concretos: contra ou
a favor de mudanças sociais profundas; contra ou a
favor da inserção das massas na política.
Hoje, quais os critérios para distinguir esquerda e
direita? Será, por acaso, um critério maniqueísta
que interpõe os bons de um lado e os maus do outro?
Será um critério moral: todos os homens e mulheres
de esquerda são honestos e, à maneira de Robespierre,
incorruptíveis? Pela lógica formal, portanto,
todos os homens e mulheres de direita são potencialmente
desonestos e corruptíveis. Ou será ainda o critério
da postura diante da liberdade e da igualdade?
O maniqueísmo em política é parte integrante
da luta política: os bons são os nossos; os
maus, os outros. Trata-se de um juízo de valor que
imputamos a nós e aos outros a partir da posição
em que nos encontramos. A divisão do mundo entre os
digibons e os digimaus não corresponde à realidade
da luta política. Invariavelmente descobrimos que dormirmos
com o inimigo! Maquiavel nos ensinou que a política
pertence a uma esfera autônoma em relação
à moral e que o governo virtuoso não é
o que faz unicamente o bem, mas o que sabe aplicar o bem e
o mal no momento e na proporção necessária.
Só o néscio pode acreditar que só os
nossos são os bons. Assim o seria se vivêssemos
no paraíso, como e com anjos! Maquiavel também
nos ensinou que a moral é própria do indivíduo,
e a política diz respeito a coletivos organizados em
torno de interesses específicos. Max Weber criou os
conceitos da ética da responsabilidade e a ética
da convicção. O político responsável
age à maneira maquiavélica, sabe que suas ações
serão julgadas não por valores morais mas pelos
resultados obtidos. O político que atua por convicção
age como o profeta: o que importa são seus princípios
morais, ainda que comprometa os resultados.
Como diria Brecht, desconfie de tudo que é natural.
É da natureza humana ser honesto ou desonesto de acordo
com a postura política que adota? Honestidade e desonestidade
não são critérios políticos, mas
critérios morais. Trata-se muito mais de uma questão
relativa ao caráter das pessoas.
A ética na política não é, portanto,
um elemento distintivo entre esquerda e direita. É
um auto-engano acreditar que a adesão a uma política
de esquerda garante a certidão do padrão de
qualidade em ética. Quem pensa assim desconhece ou
faz vista grossa diante da face oculta da política.
Na luta pelo poder vale tudo. Podemos esperar ética
onde a determinante é o poder?
Os rótulos também são respostas morais
à crítica política. Portanto, cumpre
esclarecer que não estou isentando a direita de utilizar
procedimentos antiéticos e de favorecer a corrupção.
Mas não se trata de um campeonato para decidir quem
é o campeão da ética. Apenas afirmo que
a moral não é um bom meio de distinção
entre esquerda e direita. Nós, à esquerda, temos
os nossos digimaus; eles, à direita, tem os seus digibons!
O moralismo denuncista já foi bandeira da direita.
A UDN soube utilizá-la muito bem; Jânio Quadros
também. Hoje, a esquerda trava a sua cruzada pela ética
e consegue ótimos resultados eleitorais. Mas, ser governo
exige mais do que discursos moralistas e moralizantes. Para
o eleitor, isto é importante. Porém, ele pode
conseguir o mesmo de um político de direita honesto.
Sua avaliação do governo se pautará pelo
que ele faz ou deixa de fazer e não pela eterna luta
do bem contra o mal. O critério básico que o
eleitor usará para avaliar o governo é o mais
elementar: o estômago e o bolso. Por isso, um governo
deve favorecer a participação ativa dos cidadãos
e deve ser avaliado por sua capacidade em ampliar o grau de
instrução e de compromisso do povo com a coisa
pública. Do contrário, prevalecerá o
interesse mesquinho do indivíduo.
Em política nem sempre é possível conciliar
interesses antagônicos e acender uma vela a Deus e outra
ao diabo A não ser sob o preço da descaracterização.
Se um governo de esquerda não consegue se diferenciar
econômica e politicamente da direita, de nada valerá
seu moralismo abstrato. Ao contrário do que se pensa,
o povo assiste a Rede Globo mas não é bobo!
No fundo, o povo não é muito exigente. As pessoas
simples esperam apenas que lhes sejam garantido o básico:
saúde, educação, trabalho, lazer e segurança.
O povo contenta-se com pouco. O problema é que em países
como o nosso as garantias das condições mínimas
para uma vida digna enfrentam obstáculos seculares
vinculados à nossa estrutura social. Trata-se de uma
verdadeira revolução. Um governo de esquerda
que não seja capaz de promover mudanças estruturais
substanciais será um fracasso e só alimentará
o descrédito e o desânimo das pessoas em relação
à política. Prestará um desserviço
às gerações futuras.
O tema da liberdade não é em si um divisor de
águas entre a esquerda e a direita. A história
e os últimos representantes de um certo tipo de comunismo
estão aí para comprovar que a aniquilação
da liberdade tanto pode se dar sob governos de direita quanto
de esquerda. É certo que o pensamento liberal serviu
como uma luva aos que criticaram a versão socialista
que se firmou no século passado. Também é
fato que nos identificamos com estas experiências de
socialismo, muitas vezes sob pena de abdicarmos da consciência
crítica e, em muitos casos, imbuídos de uma
ideologia sectária e dogmática, tanto em sua
versão stalinista quanto trotskista e outros istas.
Mas, também é fato que, com todas as deformações
possíveis e passíveis de críticas, estas
experiências alimentaram nossos sonhos de uma sociedade
justa e igualitária, sociedade esta anunciada nos primeiros
documentos do PT e que não tínhamos vergonha
de chamá-la pelo nome: socialismo.
A igualdade social é, portanto, o critério que
define os campos esquerda e direita. A direita é ideologicamente
afeita à desigualdade. Sua política se alimenta
das disparidades sociais e da miséria humana. É
na desigualdade social que a direita encontra campo fértil
para as políticas assistencialistas e tuteladoras das
massas. O populismo, mesmo que de esquerda, bebe na mesma
fonte.
Mesmo a direita civilizada não tem uma base filosófica
igualitária. Aqui, novamente, é salutar frisar
que não se trata de um julgamento moral. Como afirma
Bobbio, a
"direita é inigualitária não
por más intenções (...), mas porque considera
que as desigualdades entre os homens não são
apenas inelimináveis (ou são elimináveis
apenas com o sufocamento da liberdade) como também
são úteis, na medida em que promovem a incessante
luta pelo melhoramento da sociedade." (BOBBIO: 1995,
p. 20)
Houve uma época em que o PT não se envergonhava
em afirmar a necessidade do socialismo. Um outro mundo parecia
possível. Hoje, nos perguntamos: se eleitoralmente
é possível um governo de esquerda, será
que esta esquerda conseguirá fazer jus às expectativas
dos de baixo?
As condições em que um provável governo
de esquerda atuará são desalentadoras. Os governos
municipais petistas são uma amostra do desafio que
se tem pela frente. Os baixos índices de popularidade
acenderam a luz de alerta e talvez façam nossos iluminados
de plantão verem que é preciso muito mais do
que discurso moralizante ou orçamento participativo.
No entanto, sem ilusões eleitorais, é preciso
distinguir o que significa avanço do que impõe
retrocessos. E, sem ilusões partidárias, é
preciso continuar acreditando que outro Brasil é possível.
Esquerda e direita permanecem atuais e fracassará politicamente
quem não atentar para a necessidade de ousar o impossível.
Como escreve Bobbio:
"Enquanto
existirem homens cujo empenho político seja movido
por um profundo sentimento de insatisfação
e de sofrimento perante as iniqüidades as sociedades
contemporâneas - hoje talvez menos ofensivas do que
em épocas passadas, mas bem mais visíveis
- , eles carregarão consigo os ideais que há
mais de um século têm distinguido todas as
esquerdas da história."(Id., p. 23-24)
ANTONIO
OZAÍ DA SILVA